Petrobras investirá US$ 111 bilhões no pré-sal até 2020, diz Gabrielli

Para atingir a expectativa de produzir 1,8 milhão de barris de petróleo por dia até 2020, na região do pré-sal, a Petrobras terá que investir no período US$ 111 bilhões. A estimativa foi revelada pelo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, durante entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura.

“Este investimento é viável, com o preço do petróleo no mercado externo abaixo dos US$ 45 o barril, que hoje no mercado externo está próximo dos US$ 70”, afirmou.

O presidente da Petrobras disse que somente o TLD (Teste de Longa Duração), que está em andamento tanto no Parque das Baleias (ES) quanto em Tupi, na Bacia de Santos (ambos no pré-sal), é que propiciará informações suficientes e precisas sobre a quantidade de poços que serão necessários por unidade flutuante de produção.

“É claro que nós esperamos que, com o conhecimento que será adquirido ao longo da realização destes testes, consigamos reduzir o número de postos e, consequentemente, até mesmo reduzir estes investimentos em bilhões de dólares”, disse.

Ele lembrou, ainda, que somente um poço hoje para ser perfurado custa em torno de US$ 60 milhões e para completar o valor salta para US$ 100 milhões. “Então se eu consigo reduzir 200 poços isto significa US$ 20 bilhões de economia”.

Preços

A Petrobras anunciou alteração no preço, nas refinarias, da gasolina e do diesel, que passará a vigorar nesta terça-feira. A gasolina terá redução de 4,5% e, o diesel, em 15%. Na bomba, apenas o diesel receberá o repasse e ficará mais barato.

Gabrielli disse que o ajuste levou em conta perspectivas futuras em relação aos preços do petróleo no mercado internacional, além das variações do câmbio. Ele acrescentou que a decisão leva em conta também aspectos macroeconômicos do país.

“No Brasil, não seguiremos as variações diárias do preço do petróleo, mas a economia brasileira não pode se descolar do mercado internacional. E como tal, não podemos manter, no longo prazo, o preço doméstico distinto do internacional”, afirmou.

A queda só vale para as refinarias, ou seja, não é aplicada diretamente às distribuidoras ou postos, que têm a liberdade de definir suas alterações e repasses ao consumidor.

A estatal esclareceu que os preços da gasolina e do diesel não incluem os tributos federais Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS.

A última mudança de preços nas refinarias anunciada pela Petrobras ocorreu em maio do ano passado. Na ocasião, a gasolina ficou 10% mais cara e o diesel, 15%. Para o consumidor final, porém, não houve mudança naquela ocasião, uma vez que o governo baixou a Cide.

Agora, com a redução do preço dos derivados, o Ministério da Fazenda anunciou que a elevação do imposto em R$ 0,05/litro (gasolina) e R$ 0,04/litro (diesel). Com tal medida, a alíquota da Cide aplicada à gasolina passará de R$ 0,18/litro para R$ 0,23/litro e a aplicada ao diesel de R$ 0,03/litro para R$ 0,07/litro.


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